Estamos no Agosto Dourado, mês de alerta sobre a importância do aleitamento materno, e é fundamental destacar os benefícios que o leite traz para a saúde. Porém, pouca gente sabe, mas o alimento também é fundamental aos olhos dos bebês. Segundo a oftalmologista Catarina Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura, o leite materno é rico em nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável dos olhos das crianças. “Contém ácidos graxos ômega-3, vitamina A e outros nutrientes que ajudam a proteger os olhos dos bebês e a prevenir problemas de visão“, explicou. A vitamina A, em particular, é fundamental para a saúde dos olhos, pois ajuda a manter a integridade da córnea e da retina. Além disso, ele também contém antioxidantes que ajudam a proteger os olhos dos danos causados pelos radicais livres. “O aleitamento materno é uma das melhores formas de garantir que os bebês tenham uma boa saúde ocular desde o início da vida“, afirma Kátia Dantas, também oftalmologista do Instituto de Olhos Fernando Ventura. A importância do aleitamento materno para a saúde dos olhos dos bebês é um tema que deve ser destacado, especialmente durante o Agosto Dourado. “É fundamental que as mães sejam incentivadas a amamentar seus bebês, não apenas para a saúde dos olhos, mas também para a saúde geral”, destacou Catarina Ventura. “O leite materno é uma fonte completa de nutrientes que ajuda a proteger os bebês contra doenças e a promover um desenvolvimento saudável“, acrescentou. AGOSTO DOURADO Agosto Dourado é o mês dedicado à conscientização e incentivo ao aleitamento materno. A cor dourada faz referência ao padrão ouro de qualidade do leite materno e destaca a importância da amamentação para a saúde da criança, da mãe e da sociedade. O Agosto Dourado busca promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, especialmente nos seus primeiros seis meses de vida, de forma exclusiva, e continuado até os dois anos ou mais.
Check-up ocular para a volta às aulas: por que é tão importante?
Que tal aproveitar o período de férias para atualizar o check-up oftalmológico dos filhos? Afinal, a dificuldade para enxergar pode impactar diretamente na aprendizagem, na formação da personalidade e até mesmo na adaptação junto aos colegas de classe. As oftalmologistas do Instituto de Olhos Fernando Ventura, Catarina Ventura e Kátia Dantas, destacam a importância da realização do exame antes da volta às aulas. As médicas reforçam que o check-up oftalmológico é essencial para detectar problemas de visão e prevenir doenças oculares, garantindo um ano letivo produtivo e saudável. “A grande maioria dos problemas de visão em crianças podem ser detectados e tratados precocemente com exames regulares. Nessa fase escolar, por exemplos, podemos descobrir catarata congênita, glaucoma infantil, hipermetropia, miopia e retinoblastoma. Além disso, o exame ajuda a ajustar corretamente óculos ou lentes de contato e fornece orientação sobre cuidados oculares”, destaca Catarina. IDADE RECOMENDADA De acordo com a oftalmologista Kátia Dantas, também do IOFV, crianças de até dois anos devem ser submetidas à avaliação de um especialista a cada seis meses. Já quem tem mais de dois precisam fazer, ao mínimo, consultas anuais. Esse teste deve conter avaliação da acuidade visual, exame de refração, avaliação da coordenação ocular, exame de fundo de olho e avaliação da saúde ocular geral. “Os pais devem agendar os exames para antes das aulas, monitorar o uso de dispositivos eletrônicos e orientar os filhos sobre possíveis sintomas ou sinais. Não subestime a importância do check-up oftalmológico. A saúde visual é fundamental para o sucesso escolar”, completou a oftalmopediatra Kátia Dantas.
Cuidados com a fumaça das fogueiras e dos fogos: veja dicas para um São João sem incidentes
Chegamos à melhor época do ano, a de São João! Período de comidas típicas, quadrilhas, roupas, música e tradição. Por outro lado, também é preciso atenção redobrada com a saúde. Neste mês, teremos muitas fogueiras e fogos de artifício. Sobre isso, a oftalmologista Catarina Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura explica os cuidados que devem ser tomados para não ter problemas durante as festas. De acordo com Catarina Ventura, as fogueiras e fogos podem ocasionar desde queimaduras e traumatismos oculares até danos definitivos, além de ardência, conjuntivite, uveíte e alergia. Para a oftalmologista, a melhor forma de evitá-los é ter cuidado na escolha dos fogos, observar as instruções e se manter longe das crianças. “É bom não ficar olhando para cima quando for soltar, pois pode cair a fagulha no olho. Tem de ter cuidado com os fogos que não acendem. Geralmente as pessoas vão muito próximas para verificar, ele pode acender repentinamente e atingir a visão. Em relação às fogueiras, a fumaça vai existir. Mesmo você estando em casa, não tem como escapar, dependendo da quantidade de fogueiras nas ruas. O ideal é evitar o contato com o vapor e o fogo. Quem tem olho seco, sentirá mais irritação que o normal”, disse a diretora do IOFV.
Glaucoma: conheça sintomas, causas e como se prevenir com principal causa de cegueira irreversível do mundo
Principal causa de cegueira irreversível do mundo, o glaucoma é uma doença silenciosa e sem cura. No dia 26 é o Dia Mundial de Combate ao Glaucoma, para alertar à população sobre o problema que atinge aproximadamente 900 mil pessoas por ano no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Saiba mais sobre o problema. O problema ocorre pelo aumento da pressão interna do olho, embora alguns tipos possam ocorrer com pressão normal e pela alteração do fluxo de sangue no nervo óptico. O oftalmologista Alexandre Ventura, diretor do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), explica que não há cura, mas existe tratamento. “A doença pode ser controlada. É necessário que o paciente mantenha a continuidade do tratamento para reduzir a pressão intraocular e evitar a perda de visão. Quanto mais rápido, menor será a perda”, destacou Alexandre Ventura. PREVENÇÃO Segundo o médico, existem quatro tipos de glaucomas: de ângulo aberto ou crônico (mais comum), de ângulo fechado ou agudo (mais emergencial), congênito (atinge os bebês logo em seu nascimento) e secundário (causada por complicações médicas). Porém, todas elas podem ser prevenidas com “atitudes simples” de uma pessoa ao longo da vida. “Alimentação saudável, praticar exercícios, usar óculos de sol quando possível, reduzir nível de estresse. Além disso, deve-se moderar no consumo de álcool, não abusar de medicamentos e, claro, consultar um oftalmologista, no mínimo, uma vez por ano para um check-up geral”, pontuou o médico. HEREDITARIEDADE Para 2040, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a projeção é que 111,8 milhões de pessoas tenham o diagnóstico de glaucoma no mundo. Esse aumento está diretamente ligado ao envelhecimento populacional global. Porém, algumas delas são mais propensas a desenvolverem o problema. “Pessoas que têm casos na família têm mais chances de desenvolvê-la. Nessa situação, a chance de desenvolver a doença é seis vezes maior que uma pessoa sem histórico familiar. Pessoas com diabetes, problemas cardíacos, hipertensão, negros e idosos também têm mais probabilidades”, concluiu Alexandre.
Alerta para atleta amador: 100 mil acidentes oculares são evitáveis durante prática de esportes
Com as pessoas cada vez mais preocupadas com a saúde e estética, cresce o número de atletas amadores. Ou seja, mais pessoas correndo nas ruas, pedalando ou nadando. No entanto, é preciso ter cuidados com os olhos durante as atividades. Por isso, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançou, neste mês de março, a campanha “Visão no Esporte”. De acordo com dados da Academia Americana de Oftalmologia, os esportes respondem por cerca de 100 mil acidentes oculares evitáveis. Com o intuito de conscientizar sobre a necessidade de cuidados oculares antes de praticar qualquer esporte, o CBO está com a campanha. “É importante frisar que a visão é parte fundamental para toda a sua performance. Eu sou atleta amador, não de alta performance, mas pratico o triatlo. E o que isso tem a ver com a nossa visão? Muito. Toda prática de esporte deveria ser precedida de exames oftalmológicos para verificar eventuais deficiências e corrigi-las da melhor forma para oferecer ao atleta bem-estar e chances de alcançar melhores resultados”, disse Catarina Ventura, oftalmologista e diretora do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV). Os problemas mais comuns detectados em exames de rotina são miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. De acordo com o CBO, todos podem afetar o desempenho do atleta e aumentar o risco de lesões durante a prática do esporte. A avaliação também permite diagnosticar e monitorar condições oculares crônicas, como glaucoma, retinopatia diabética ou degeneração macular. “Algumas das principais recomendações para os atletas são, se possível, o uso de óculos com proteção para radiação ultravioleta, para evitar danos causados pela exposição dos raios solares. Também é preciso ter atenção com os traumas, nos casos de esportes de contato. Para quem usa lentes de contato, em esportes aquáticos, têm de ser utilizadas as de validade diária. Em necessidade de urgência após um choque, o médico oftalmologista precisa ser procurado imediatamente”, acrescentou a diretora do IOFV.
Presbiopia: o que é, sintomas e novidade no tratamento através do Presbyond
A presbiopia é uma condição natural que afeta a capacidade de focar em objetos próximos à medida que envelhecemos. Ela geralmente começa a se manifestar por volta dos 40 anos de idade e é causada pela perda de elasticidade do cristalino do olho, que é responsável por ajustar o foco. Para tratar o problema, o Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV) conta, agora, com a nova tecnologia Presbyond, que utiliza laser para melhorar a visão de perto e longe, com precisão multifocal. SINTOMAS As pessoas com presbiopia podem ter dificuldade em ler, fazer atividades que exigem visão de perto e realizar tarefas cotidianas sem a ajuda de óculos ou lentes de contato. O problema é uma condição comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora seja uma parte natural do envelhecimento, existem opções de tratamento disponíveis para ajudar a corrigir a visão e melhorar a qualidade de vida. Com o avanço da tecnologia e da medicina, é possível tratar a presbiopia de forma eficaz e segura, permitindo que as pessoas mantenham sua independência e continuem a realizar as atividades que amam sem a limitação da visão. PRESBYOND Uma inovação chamada Presbyond está revolucionando o tratamento da presbiopia. Trata-se de uma técnica de cirurgia refrativa a laser, com a remodelação da córnea de cada olho de forma personalizada, criando diferentes pontos focais e aumentando a profundidade de foco, permitindo uma visão independente dos óculos em diversas distâncias. “O Presbyond é uma opção segura e eficaz para pessoas que desejam reduzir ou eliminar a dependência de óculos de leitura ou multifocais. É técnica minimamente invasiva, com recuperação visual em um curto período de tempo, tornando-a uma opção atraente para aqueles que buscam uma solução para a presbiopia”, disse Fernando Ventura, oftalmologista e fundador do Instituto de Olhos Fernando Ventura. Os benefícios são numerosos. Além de melhorar a capacidade de focar nas variadas distâncias, a técnica também pode reduzir a dependência de óculos e melhorar a qualidade de vida. O Presbyond é uma opção que pode ser considerada por pessoas que desejam ter mais liberdade e independência em suas atividades diárias. “A técnica Presbyond é realizada a laser, anestesia local, sendo um procedimento indolor, com recuperação mais rápida, podendo o paciente voltar às suas atividades de rotina mais precocemente. A tecnologia de Presbyond, associada a técnica do Lasik com Femtosegundo é uma das mais avançadas disponíveis hoje em dia e permite um nível de precisão e segurança que não era possível anteriormente”, explica Alexandre Ventura, oftalmologista e diretor do IOFV.
Cílios de LED no Carnaval: oftalmologista faz alerta sobre objeto que é sucesso na folia
Durante o Carnaval, é preciso ter cuidados com a pele, com a hidratação e também com os olhos. O mau uso de maquiagem, exposição solar e glitter podem causar problemas na visão. Porém, um objeto que promete ser “febre” durante a folia são os cílios de LED, que têm sido usados com frequência nas prévias que estão acontecendo desde o fim do ano passado. A oftalmologista Catarina Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), sugere que, se possível, os cílios de LED sejam evitados. Para a médica, o objeto traz sérios riscos de problemas mais graves no meio da aglomeração do Carnaval. “Tem que ter cuidado com possíveis alergias e riscos de infecção. É necessário ter atenção com a higiene da pele e do aparelho. Quem tem blefarite recorrente, que é a infecção das margens das pálpebras, tem de evitar o produto”, alertou Catarina Ventura. O QUE É O CÍLIO DE LED? Apesar do nome “cílio”, o produto é uma fita de LED que é colada nas pálpebras, próximos aos cílios, dando sensação que estão piscando em diversas cores e equipados de fortes luzes. Este objeto tem bateria que suporta até quatro horas de uso. “Até a forma de manusear o cílio pode causar um trauma. No meio do empurra-empurra do Carnaval, o objeto pode entrar nos olhos e geral problema mais grave. Também vale destacar que esse material não deve ser compartilhado com outra pessoa. Por fim, não dura com esse LED ao fim da festa”, acrescentou. MAIS CUIDADOS PARA O CARNAVAL, SEGUNDO CATARINA VENTURA – Atenção com as pomadas capilares – Evite glitter e purpurina perto dos olhos – Alerta com a maquiagem – Use óculos com proteção UVA e UVB – Cuidados com as lentes de contato – Mantenha à distância de espumas, confetes e serpentinas – Mantenha os olhos lubrificados
Check-up ocular para a volta às aulas: por que é tão importante?
Oftalmologistas do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV) destacam o quão fundamental são os exames As férias estão acabando, ou seja, o período de volta às aulas está prestes a começar. Antes dos retornos dos jovens às instituições de ensino, os pais precisam realizar o check-up oftalmológico dos filhos. Afinal, a dificuldade para enxergar pode impactar diretamente para a aprendizagem, a formação da personalidade e até a adaptação junto aos colegas de classe. Por isso, as oftalmologistas do Instituto de Olhos Fernando Ventura, Catarina Ventura e Kátia Dantas, destacam a importância da realização do exame antes da volta às aulas. As médicas reforçam que o check-up oftalmológico é essencial para detectar problemas de visão e prevenir doenças oculares, garantindo um ano letivo produtivo e saudável. “A grande maioria dos problemas de visão em crianças podem ser detectados e tratados precocemente com exames regulares. Nessa fase escolar, por exemplo, podemos descobrir congênita, hipermetropia e miopia. Além disso, o exame ajuda a ajustar corretamente óculos ou lentes de contato e fornece orientação sobre cuidados oculares”, destaca Catarina. Oftalmologista Kátia Dantas IDADE RECOMENDADA De acordo com a oftalmologista Kátia Dantas, também do IOFV, crianças de até dois anos devem ser submetidas à avaliação de um especialista a cada seis meses. Já quem tem mais de dois precisa fazer, ao mínimo, consultas anuais. Esse teste deve conter avaliação da acuidade visual, exame de refração, avaliação da coordenação ocular, exame de fundo de olho e avaliação da saúde ocular geral. “Os pais devem agendar os exames para antes das aulas, monitorar o uso de dispositivos eletrônicos e orientar os filhos sobre possíveis sintomas ou sinais. Não subestime a importância do check-up oftalmológico. A saúde visual é fundamental para o sucesso escolar”, enfatizou a oftalmopediatra Kátia Dantas.
Saúde dos olhos: dicas para o verão mais quente e seco em Pernambuco
O verão chegou! De 21 de dezembro de 2024 até 20 de março de 2025, Pernambuco passa pela estação, que será a mais quente e seca dos últimos anos, de acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima. Além disso, a umidade relativa do ar terá valores abaixo de 20%. Nessa época do ano, já sabemos dos cuidados que devem ser tomados, principalmente com a pele, mas vale o alerta com os olhos. A oftalmologista Catarina Ventura, diretora do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), destaca que nesse período é necessário tomar alguns cuidados com a visão. Afinal, é época na qual as pessoas vão mais à praia, à piscina e usam óculos escuros. ”Os óculos de sol, além de serem um acessório de moda, têm a função de bloquear os raios ultravioletas emitidos pelo sol. A exposição prolongada e sem proteção adequada (óculos falsos ou de procedência duvidosa) podem causar sérios riscos à saúde dos olhos, como catarata, degeneração macular e de outras áreas da retina, lesões de córnea, olho seco e pterígio (carnosidade)”, explicou Catarina. Segundo a oftalmologista, de forma fisiológica, a pupila protege contra esta exposição, uma vez que, em ambientes de grande iluminação, a pupila se contrai, diminuindo a passagem dos raios nocivos aos olhos. E quando é no ambiente escuro, pouca iluminação, ou óculos escuros acontece uma dilatação e, consequentemente, mais raios solares penetram no olho. Sendo assim, quando usamos óculos que não bloqueiam adequadamente a entrada dos raios ultravioleta, eles atingem diretamente os olhos podendo causar danos. PRAIA E PISCINA ”O cloro pode causar conjuntivite química. Este produto afeta o filme lacrimal, que é o responsável por manter nossos olhos lubrificados e saudáveis. Passar muito tempo na piscina pode deixar os olhos avermelhados, irritados, a visão embaçada e com a sensação de areia. A dica é o uso de colírios lubrificantes e, para quem utiliza lentes de contato, o ideal são os modelos de descarte diário, para não ter contaminação”, acrescentou Catarina. A especialista ressalta que a água do mar pode conter impurezas além do sal, que podem causar irritação, olhos vermelhos, coceira e até mesmo a conjuntivite. O médico oftalmologista Carlos Gustavo Gonçalves, também do IOFV, indica o uso do colírio lubrificante, e lembra que ao sair do mar, não se deve coçar os olhos para não causar lesões. ”Em relação ao tempo, não tem uma regra, mas é importante ter bom senso. Se chegar ao ponto dos olhos ficarem bem vermelhos e ardendo, está na hora de sair da praia/piscina. Sobre o risco, sem a proteção UVB, os raios solares atingem diretamente os olhos”. Ele ainda complementa que as pessoas que frequentam piscinas e fazem natação devem utilizar também os óculos apropriados para a prática. Além disso, o especialista ressalta que por estar no verão, há uma facilidade em contrair conjuntivite, os casos aumentam, neste período. ”Para isso, as pessoas devem ter cuidado ao compartilhar objetos pessoais, como óculos, toalhas de rosto, roupas de cama e diversos outros objetos pessoais”, finaliza Gustavo. CUIDADO COM AS CRIANÇAS A doutora Catarina chama atenção para o período das férias, em que as crianças passam mais tempo diante das telas do celular e videogame. “Isso pode causar miopia, um erro de refração que afeta a visão à distância das pessoas. Também pode causar olho seco e ardência. Os pais devem ser criativos, estimular brincadeiras ao ar livre, um parque, um clube, interagir com os pequenos”, finaliza.
Ceratocone: conheça a doença rara e de evolução lenta
Neste mês de novembro ocorre o alerta mundial sobre o ceratocone, doença ocular multifatorial que, além da genética, o ambiente também pode causar o agravamento. O problema afeta a córnea, a camada fina e transparente que recobre a frente do globo ocular. Caracterizada pela deformação progressiva da curvatura da córnea, o ceratocone provoca afinamento e saliência em forma de cone, comprometendo a visão. Os oftalmologistas do Instituto de Olhos Fernando Ventura dão detalhes sobre o problema. “O ceratocone é uma doença genética que pode ser desencadeada por fatores ambientais e comportamentais, como o hábito de coçar os olhos. Além disso, indivíduos com alterações oculares congênitas, como catarata e esclerótica azul, e pacientes com síndrome de Down têm maior predisposição para desenvolver a doença”, explicou o oftalmologista Fernando Ventura, do IOFV. Sintomas do ceratocone Os principais sintomas do ceratocone incluem: – Perda progressiva da visão – Sensibilidade à luz (fotofobia) – Comprometimento da visão noturna – Formação de múltiplas imagens de um mesmo objeto (poliopia) – Dor ou incômodo nos olhos, como ardência e vermelhidão Diagnóstico e tratamento O diagnóstico do ceratocone é feito por meio de avaliação clínica e exames como biomicroscopia, topografia e paquimetria corneana. Embora não há cura definitiva, o tratamento pode controlar o problema. “Óculos ou lentes de contato rígidas podem ajudar a ajustar a superfície anterior da córnea e corrigir o astigmatismo irregular”, explicou Catarina Ventura. Além disso, existem opções cirúrgicas, como: – Crosslinking: quando a doença está em progressão – Implante de anel intraestromal: tenta trazer a córnea para uma forma mais próxima da normalidade – Transplante de córnea: necessário em casos avançados É fundamental procurar um médico oftalmologista ao apresentar os primeiros sintomas para evitar o agravamento da doença. Com o tratamento adequado, é possível melhorar a qualidade de vida dos portadores de ceratocone.