O Instituto de Olhos Fernando Ventura, referência no atendimento oftalmológico e urgência, teve a qualidade dos serviços oferecidos reconhecida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Após avaliação do órgão, que é responsável pelo desenvolvimento e gestão dos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde, o IOFV conquistou a acreditação, que avalia e atesta competências técnicas e de conformidade. “Receber a acreditação da ONA é uma confirmação de que estamos no caminho certo, investindo continuamente em segurança, inovação e cuidado humanizado. Esse reconhecimento reforça nosso compromisso diário com cada paciente que passa por aqui”, celebrou Fernando Ventura, oftalmologista e diretor do IOFV, que receberá, em breve, o certificado do Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde. A ONA reconhece instituições de saúde que investem em soluções inovadoras e certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco principal na segurança do paciente. Sua metodologia de avaliação atende a padrões internacionais, reconhecido pela Sociedade Internacional pela Qualidade no Cuidado à Saúde (Isqua, na sigla em inglês). É ainda parceira da Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem entre seus membros especialistas e organizações de saúde de mais de cem países.
Retinopatia diabética deve dobrar em 20 anos
A retinopatia diabética é uma das principais causas de perda visual evitável no mundo. Atualmente, 589 milhões de adultos entre 20 e 79 anos de idade vivem com diabetes no planeta, segundo o Atlas de Diabetes da International Diabetes Federation (IDF). Estima-se que este número aumente para 853 milhões até 2050. O Brasil está entre os dez países com mais diabéticos. Com o aumento da longevidade e da prevalência do diabetes tipo 2, especialmente em países como o Brasil, as projeções para as próximas décadas indicam crescimento exponencial nos casos de retinopatia diabética. Estudos projetam que, até 2045, o número de brasileiros com alguma complicação ocular diabética poderá dobrar. “A retinopatia diabética é uma complicação progressiva que afeta os vasos sanguíneos da retina e, quando não tratada, pode levar à cegueira irreversível. Com evolução silenciosa, a doença torna a detecção precoce um fator decisivo para preservar a visão dos pacientes diabéticos”, explicou Alexandre Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura. Nesse mês de alerta ao Dia Mundial do Diabetes, celebrado no último dia 14, o oftalmologista destaca que o olho é o primeiro órgão a ser afetado. Com a doença, pode ocorrer sangramentos na retina ou dentro do olho e edema na mácula, que é a área central da retina responsável pela visão de detalhes, cores e leitura. Além de retinopatia diabética, esse problema pode causar glaucoma e catarata. “O diabetes é uma causa frequente de cegueira porque o olho é o órgão mais vascularizado do corpo humano. A doença afeta os vasos, artérias e veias. Quem tem hiperglicemia, ou seja, glicose aumentada no sangue, vai estar ‘enferrujando’ essas veias e artérias de dentro pra fora”, explica Alexandre, que também é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reforça que estratégias de rastreamento populacional e acompanhamento oftalmológico periódico são essenciais, principalmente em países em desenvolvimento, onde o acesso a especialistas ainda é limitado. DOENÇA SILENCIOSA – É possível que o paciente passe meses sem conhecimento de que possui diabetes. Por isso, o controle da glicemia, feito por exames de sangue é fundamental para diagnóstico rápido e tratamento eficaz da doença. Isso também funciona com os problemas de visão. O oftalmologista pode ser o primeiro a identificar problemas vasculares que podem ser sintomas da doença. “Se o diabético fizer um tratamento periódico, com consultas e exames de rotina, é possível tratar os problemas de visão e, em certos casos, até reverter a situação. Porém, em quadros avançados e com tempo prolongado sem tratamento, a recuperação da visão pode ser irreversível”, alertou o oftalmologista. MITOS – Não necessariamente uma pessoa que come bastante doce e carboidrato terá diabetes, pois vai depender do bom funcionamento do pâncreas. Ele é responsável por liberar a insulina, que é quem tira a glicose da veia e leva para as células. A hiperglicemia ocorre quando não há insulina suficiente. A doença não tem cura, mas pode ser tratada. “O controle glicêmico rigoroso e hábitos saudáveis são as principais medidas a serem adotadas pelos pacientes a fim de evitar complicações. O acompanhamento oftalmológico periódico é muito importante, pois, se necessário, o paciente pode ser tratado com aplicação de laser, implantes de medicações especiais dentro do olho e cirurgia. O melhor prognóstico é a prevenção”, reforça o oftalmologista do Instituto de Olhos Fernando Ventura.
Bebidas com metanol: por que contaminação pode levar à cegueira?
O Brasil ligou o sinal de alerta com casos de bebidas contaminadas com metanol. Há situações que terminaram com mortes. Em outros, pessoas ficaram cegas. Por que isso acontece? O oftalmologista Alexandre Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), explicou a relação da intoxicação com a visão. “O ácido fórmico interrompe a produção de ATP nas células, resultando em ‘anóxia histotóxica’ (as células não conseguem utilizar o oxigénio corretamente). O nervo óptico — com alta necessidade metabólica — é particularmente vulnerável. Os sinais e sintomas oculares incluem visão borrada, diminuição central da visão, fotofobia e percepção de “neve” no campo visual; nos casos mais severos, instala-se grande escotoma central e cegueira”, explicou Alexandre. “Exames oftalmológicos e de imagem (fundoscopia, OCT, ressonância) mostram inicialmente edema peripapilar e, posteriormente, atrofia óptica e afinamento das camadas nervosas da retina”, acrescentou o médico oftalmologista do IOFV. O metanol (álcool metílico) é um composto usado em produtos industriais (anticongelantes, solventes, combustíveis) e não é próprio para consumo humano. No organismo o metanol é metabolizado em formaldeído e — sobretudo — em ácido fórmico (formato), que é o responsável pela maior parte da toxicidade. Mesmo pequenas quantidades podem provocar dano ocular: relatos indicam que 10 mL de metanol concentrado podem causar neuropatia óptica e cegueira; cerca de 30 mL pode ser letal. O QUE FAZER APÓS INGERIR A BEBIDA CONTAMINADA? Se houver suspeita de ingestão de bebida falsificada ou surgimento de náuseas, vômitos, tontura seguido de visão borrada ou perda de visão, o médico Alexandre Ventura sugere que o procedimento seja sem demora: Procure emergência médica imediatamente — quanto mais cedo iniciar tratamento, melhor o prognóstico. Não espere sintomas piorarem. Informe à equipe médica sobre possível ingestão de bebida falsificada / metanol. Levante amostras da bebida, rótulos ou embalagens, se possível. Não espere por testes laboratoriais para iniciar medidas se a história e os sinais clínicos forem sugestivos — o tratamento é urgente.
Outubro Rosa: exames oftalmológicos podem ajudar na descoberta do câncer de mama
Chegamos à última semana do Outubro Rosa, mês de conscientização da população para os cuidados com o câncer de mama. O que pouca gente sabe é que a doença pode interferir na visão. O oftalmologista Alexandre Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), destaca a importância dos exames de rotina. “O câncer de mama pode afetar a saúde dos olhos por meio de metástases oculares (disseminação do tumor para os olhos) ou pelos efeitos colaterais de tratamentos, como quimioterapia e radioterapia. A metástase pode causar sintomas como visão turva, manchas na retina, brilhos ou desvio do globo ocular. Os tratamentos podem provocar secura ocular, sensibilidade e visão embaçada”, explicou Alexandre. Células cancerígenas se deslocam pela corrente sanguínea ou linfática e se alojam nas estruturas do olho, mais comumente na coróide, mas também na íris, órbita ou retina. Elas podem causar perda de visão ou visão turva, moscas volantes ou flashes de luz, manchas escuras na íris e desvio do globo ocular. “O tratamento do câncer traz efeitos colaterais, como olho seco, visão embaçada, irritação e inflamação, causados pelos efeitos da medicação. A toxicidade ocular é comum e pode afetar na produção das lágrimas”, acrescentou Alexandre. EXAMES DE ROTINA O médico oftalmologista do IOFV destaca que é fundamental que pacientes com câncer de mama realizem exames oftalmológicos regulares para monitorar a saúde dos olhos durante e após o tratamento. “Um oftalmologista pode ser o primeiro a detectar metástases oculares, pois o exame de fundo de olho pode revelar alterações que ainda não estão causando sintomas. Para mulheres com mais de 40 anos, exames de rotina anuais são recomendados”, encerrou.
Beber água é fundamental para a saúde ocular, alertam especialistas
Manter o corpo hidratado não é apenas essencial para o bom funcionamento dos órgãos vitais, mas também para a saúde dos olhos. O alerta é de médicos do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), Catarina e Alexandre Ventura, que reforçam a importância da ingestão diária de água para prevenir desconfortos e até mesmo doenças oculares. De acordo com a oftalmologista Catarina Ventura, a hidratação influencia diretamente a produção da lágrima, responsável por lubrificar os olhos e protegê-los contra agentes externos. “Quando o corpo não recebe a quantidade de água necessária, a visão pode ficar comprometida. O ressecamento ocular, por exemplo, é uma das consequências mais comuns da baixa ingestão de líquidos”, explica. O médico Alexandre Ventura ressalta que a falta de água no organismo pode provocar ainda mais riscos para a visão em longo prazo. “A desidratação pode causar irritação, visão turva e aumentar a sensibilidade à luz. Em casos mais graves, pode potencializar problemas em pessoas que já apresentam doenças oculares, como glaucoma e síndrome do olho seco”, afirma. Além de auxiliar na lubrificação, a água também contribui para a oxigenação e a nutrição das estruturas oculares. Segundo Catarina Ventura, esse processo ajuda na prevenção do envelhecimento precoce dos tecidos. “Olhos bem hidratados têm mais resistência contra inflamações e infecções, o que reforça o papel da água como aliada da saúde ocular”, acrescenta a especialista. Para manter os olhos saudáveis, os médicos recomendam o consumo regular de água ao longo do dia, evitando longos períodos sem hidratação. Alexandre Ventura reforça: “Não basta beber muita água de uma vez. É preciso ingerir pequenas quantidades continuamente, garantindo que o corpo e os olhos recebam o aporte adequado.” Em um cenário em que cada vez mais pessoas passam horas diante de telas, o hábito de se hidratar torna-se ainda mais essencial. “O uso excessivo de computadores e celulares já favorece o ressecamento ocular. Por isso, associar pausas visuais a uma boa ingestão de água é uma medida simples, mas extremamente eficaz para preservar a visão”, finaliza Catarina Ventura.
Agosto Dourado: a importância do aleitamento materno para a saúde dos olhos dos bebês
Estamos no Agosto Dourado, mês de alerta sobre a importância do aleitamento materno, e é fundamental destacar os benefícios que o leite traz para a saúde. Porém, pouca gente sabe, mas o alimento também é fundamental aos olhos dos bebês. Segundo a oftalmologista Catarina Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura, o leite materno é rico em nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável dos olhos das crianças. “Contém ácidos graxos ômega-3, vitamina A e outros nutrientes que ajudam a proteger os olhos dos bebês e a prevenir problemas de visão“, explicou. A vitamina A, em particular, é fundamental para a saúde dos olhos, pois ajuda a manter a integridade da córnea e da retina. Além disso, ele também contém antioxidantes que ajudam a proteger os olhos dos danos causados pelos radicais livres. “O aleitamento materno é uma das melhores formas de garantir que os bebês tenham uma boa saúde ocular desde o início da vida“, afirma Kátia Dantas, também oftalmologista do Instituto de Olhos Fernando Ventura. A importância do aleitamento materno para a saúde dos olhos dos bebês é um tema que deve ser destacado, especialmente durante o Agosto Dourado. “É fundamental que as mães sejam incentivadas a amamentar seus bebês, não apenas para a saúde dos olhos, mas também para a saúde geral”, destacou Catarina Ventura. “O leite materno é uma fonte completa de nutrientes que ajuda a proteger os bebês contra doenças e a promover um desenvolvimento saudável“, acrescentou. AGOSTO DOURADO Agosto Dourado é o mês dedicado à conscientização e incentivo ao aleitamento materno. A cor dourada faz referência ao padrão ouro de qualidade do leite materno e destaca a importância da amamentação para a saúde da criança, da mãe e da sociedade. O Agosto Dourado busca promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, especialmente nos seus primeiros seis meses de vida, de forma exclusiva, e continuado até os dois anos ou mais.
Check-up ocular para a volta às aulas: por que é tão importante?
Que tal aproveitar o período de férias para atualizar o check-up oftalmológico dos filhos? Afinal, a dificuldade para enxergar pode impactar diretamente na aprendizagem, na formação da personalidade e até mesmo na adaptação junto aos colegas de classe. As oftalmologistas do Instituto de Olhos Fernando Ventura, Catarina Ventura e Kátia Dantas, destacam a importância da realização do exame antes da volta às aulas. As médicas reforçam que o check-up oftalmológico é essencial para detectar problemas de visão e prevenir doenças oculares, garantindo um ano letivo produtivo e saudável. “A grande maioria dos problemas de visão em crianças podem ser detectados e tratados precocemente com exames regulares. Nessa fase escolar, por exemplos, podemos descobrir catarata congênita, glaucoma infantil, hipermetropia, miopia e retinoblastoma. Além disso, o exame ajuda a ajustar corretamente óculos ou lentes de contato e fornece orientação sobre cuidados oculares”, destaca Catarina. IDADE RECOMENDADA De acordo com a oftalmologista Kátia Dantas, também do IOFV, crianças de até dois anos devem ser submetidas à avaliação de um especialista a cada seis meses. Já quem tem mais de dois precisam fazer, ao mínimo, consultas anuais. Esse teste deve conter avaliação da acuidade visual, exame de refração, avaliação da coordenação ocular, exame de fundo de olho e avaliação da saúde ocular geral. “Os pais devem agendar os exames para antes das aulas, monitorar o uso de dispositivos eletrônicos e orientar os filhos sobre possíveis sintomas ou sinais. Não subestime a importância do check-up oftalmológico. A saúde visual é fundamental para o sucesso escolar”, completou a oftalmopediatra Kátia Dantas.
Cuidados com a fumaça das fogueiras e dos fogos: veja dicas para um São João sem incidentes
Chegamos à melhor época do ano, a de São João! Período de comidas típicas, quadrilhas, roupas, música e tradição. Por outro lado, também é preciso atenção redobrada com a saúde. Neste mês, teremos muitas fogueiras e fogos de artifício. Sobre isso, a oftalmologista Catarina Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura explica os cuidados que devem ser tomados para não ter problemas durante as festas. De acordo com Catarina Ventura, as fogueiras e fogos podem ocasionar desde queimaduras e traumatismos oculares até danos definitivos, além de ardência, conjuntivite, uveíte e alergia. Para a oftalmologista, a melhor forma de evitá-los é ter cuidado na escolha dos fogos, observar as instruções e se manter longe das crianças. “É bom não ficar olhando para cima quando for soltar, pois pode cair a fagulha no olho. Tem de ter cuidado com os fogos que não acendem. Geralmente as pessoas vão muito próximas para verificar, ele pode acender repentinamente e atingir a visão. Em relação às fogueiras, a fumaça vai existir. Mesmo você estando em casa, não tem como escapar, dependendo da quantidade de fogueiras nas ruas. O ideal é evitar o contato com o vapor e o fogo. Quem tem olho seco, sentirá mais irritação que o normal”, disse a diretora do IOFV.
Glaucoma: conheça sintomas, causas e como se prevenir com principal causa de cegueira irreversível do mundo
Principal causa de cegueira irreversível do mundo, o glaucoma é uma doença silenciosa e sem cura. No dia 26 é o Dia Mundial de Combate ao Glaucoma, para alertar à população sobre o problema que atinge aproximadamente 900 mil pessoas por ano no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Saiba mais sobre o problema. O problema ocorre pelo aumento da pressão interna do olho, embora alguns tipos possam ocorrer com pressão normal e pela alteração do fluxo de sangue no nervo óptico. O oftalmologista Alexandre Ventura, diretor do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), explica que não há cura, mas existe tratamento. “A doença pode ser controlada. É necessário que o paciente mantenha a continuidade do tratamento para reduzir a pressão intraocular e evitar a perda de visão. Quanto mais rápido, menor será a perda”, destacou Alexandre Ventura. PREVENÇÃO Segundo o médico, existem quatro tipos de glaucomas: de ângulo aberto ou crônico (mais comum), de ângulo fechado ou agudo (mais emergencial), congênito (atinge os bebês logo em seu nascimento) e secundário (causada por complicações médicas). Porém, todas elas podem ser prevenidas com “atitudes simples” de uma pessoa ao longo da vida. “Alimentação saudável, praticar exercícios, usar óculos de sol quando possível, reduzir nível de estresse. Além disso, deve-se moderar no consumo de álcool, não abusar de medicamentos e, claro, consultar um oftalmologista, no mínimo, uma vez por ano para um check-up geral”, pontuou o médico. HEREDITARIEDADE Para 2040, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a projeção é que 111,8 milhões de pessoas tenham o diagnóstico de glaucoma no mundo. Esse aumento está diretamente ligado ao envelhecimento populacional global. Porém, algumas delas são mais propensas a desenvolverem o problema. “Pessoas que têm casos na família têm mais chances de desenvolvê-la. Nessa situação, a chance de desenvolver a doença é seis vezes maior que uma pessoa sem histórico familiar. Pessoas com diabetes, problemas cardíacos, hipertensão, negros e idosos também têm mais probabilidades”, concluiu Alexandre.
Alerta para atleta amador: 100 mil acidentes oculares são evitáveis durante prática de esportes
Com as pessoas cada vez mais preocupadas com a saúde e estética, cresce o número de atletas amadores. Ou seja, mais pessoas correndo nas ruas, pedalando ou nadando. No entanto, é preciso ter cuidados com os olhos durante as atividades. Por isso, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançou, neste mês de março, a campanha “Visão no Esporte”. De acordo com dados da Academia Americana de Oftalmologia, os esportes respondem por cerca de 100 mil acidentes oculares evitáveis. Com o intuito de conscientizar sobre a necessidade de cuidados oculares antes de praticar qualquer esporte, o CBO está com a campanha. “É importante frisar que a visão é parte fundamental para toda a sua performance. Eu sou atleta amador, não de alta performance, mas pratico o triatlo. E o que isso tem a ver com a nossa visão? Muito. Toda prática de esporte deveria ser precedida de exames oftalmológicos para verificar eventuais deficiências e corrigi-las da melhor forma para oferecer ao atleta bem-estar e chances de alcançar melhores resultados”, disse Catarina Ventura, oftalmologista e diretora do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV). Os problemas mais comuns detectados em exames de rotina são miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. De acordo com o CBO, todos podem afetar o desempenho do atleta e aumentar o risco de lesões durante a prática do esporte. A avaliação também permite diagnosticar e monitorar condições oculares crônicas, como glaucoma, retinopatia diabética ou degeneração macular. “Algumas das principais recomendações para os atletas são, se possível, o uso de óculos com proteção para radiação ultravioleta, para evitar danos causados pela exposição dos raios solares. Também é preciso ter atenção com os traumas, nos casos de esportes de contato. Para quem usa lentes de contato, em esportes aquáticos, têm de ser utilizadas as de validade diária. Em necessidade de urgência após um choque, o médico oftalmologista precisa ser procurado imediatamente”, acrescentou a diretora do IOFV.